Apóstolo é conhecido como intercessor das causas impossíveis
PorRedação Lance!•Rio de Janeiro (RJ)
28/10/202610:06

São Judas Tadeu virou padrinho do Flamengo (Foto: Lucas Bayer/Lance!)
A relação entre o Flamengo e São Judas Tadeu é uma devoção antiga, carregada de fé, história e momentos decisivos que marcaram o clube. A devoção pelo santo intercessor das causas impossíveis se tornou parte da cultura rubro-negra. No vestiário do time, em jogos importantes, costuma haver uma imagem de São Judas Tadeu antes da partida, como um ritual de proteção.
Esse vínculo se formalizou também no calendário: 28 de outubro, data cultuada na Igreja Católica como dia de São Judas Tadeu, tornou-se oficialmente o “Dia do Flamenguista”, por lei municipal sancionada em 2007.
E a devoção segue viva até hoje — torcedores lotam a Igreja de São Judas Tadeu no Cosme Velho em momentos decisivos, pedindo pela vitória do time e reafirmando a fé no seu padroeiro.
A origem de tudo
Tudo começou nos anos 1950, quando o Flamengo vivia um longo jejum de títulos — sem vencer o Carioca desde 1944. Foi então que o Padre Góes, pároco da Igreja de São Judas Tadeu no Cosme Velho, interveio espiritualmente: celebrou missas com os jogadores, pediu que eles acendessem velas e rezassem ao santo e declarou que o título estava ao alcance, desde que a fé os acompanhasse.
Eterno Apolinho tem história única com o santo
Em 2001, durante a final do Campeonato Carioca contra o Vasco, o locutor Washington Rodrigues — o
lendário Apolinho — profetizou com sua voz inconfundível: “E acaba de chegar São Judas Tadeu”. Pouco depois, Petkovic marcou de falta e garantiu o título, eternizando a frase na memória da Nação.
Na nova cobertura de pinturas que o muro da Sede do Flamengo na Gávea recebeu em celebração aos 130 do clube, lá está a homenagem ao momento histórico que Apolinho e São Judas Tadeu eternizaram na história do Flamengo.

Muro da Gávea homenageia São Judas Tadeu (Foto: Lucas Bayer/Lance!)
Padre Góes
O resultado dessa aliança mística não tardou a surgir: o Flamengo conquistou o Campeonato Carioca em 1953, e depois repetiu a dose em 1954 e 1955 — um tricampeonato histórico que muitos atribuem à bênção de São Judas Tadeu.
Para celebrar, em dezembro de 1957, o clube entronizou a imagem do santo na sede da Gávea, em cerimônia liderada pelo próprio Padre Góes.

Padre Góes, pároco da Igreja de São Judas Tadeu no Cosme Velho (Foto: Esporte Ilustrado)